O jazigo castrenho, O Castro, forma parte de um grande castro da Idade do Ferro, que ocupou todo o monte de O Castro. Esteve habitado, segundo dados arqueológicos, entre o século III A.C. e o III D.C., quando seus habitantes se mudaram da zona litorânea, de onde hoje é Vigo. Foi um dos primeiros lugares habitados da cidade.
O Castro de Vigo seria um castro muito povoado, de grandes dimensões. Como em outros castros, seus habitantes viviam da agricultura, da pecuária, da colheita, da pesca e do marisco. Possivelmente, fora um oppida, um assentamento de grande tamanho que era um centro social, econômico e político.
O jazigo mostra restos arqueológicos e também a recreação com várias vivendas ambientadas no século I D.C., sua época de maior apogeu.
Os fenícios eram politeístas e cada cidade tinha seu próprio panteão, com a onipresença de divindades femininas como Astarté ou Tanit, que encarnavam seus princípios de fertilidade e prosperidade, bem assentados na cultura mediterrânea através da figura da Grande Deusa Mãe. O caráter permutável das deusas se estendia também aos nomes dos deuses masculinos, como Baal (no masculino) e Baalat (feminino). Que também significa “senhor” e “senhora”, respectivamente. Baal era venerado como o Deus das montanhas e dos lugares elevados, das tormentas, dos mananciais e dos rios.
Quando os fenícios escolhiam um promontório, uma península ou uma ilha para situar o porto e a zona de transações comerciais, consultavam antes o oráculo, levando a zona um tempo para converter-lhe em sacro. Isso era necessário para seguir adiante os juramentos pertinentes em qualquer transação comercial e para poder realizar rituais e oferendas pedindo amparo e proteção durante suas travessias. Também serviam como um espaço neutro para as transações que realizavam.
O alfabeto é o aporte cultural mais importante dos fenícios. As escavações em Ra’s Samra, permitiram conhecer a existência de um alfabeto que utilizava sinais cuneiformes, de origem mesopotâmica, usado para escrever em língua semítica, precedente direto e imediato do fenício, da época clássica. A inscrição do rei Ahiram de Biblos mostra que no século XIII A.C., a escritura fenícia havia alcançado sua forma quase definitiva, e nos primeiros séculos do primeiro milênio, existem vários testemunhos de inscrições com o sistema completo, de 22 sinais. Este alfabeto foi posteriormente adotado pelos gregos, com adaptações, e destes posteriormente passando aos romanos.
O monte de O Castro, em Vigo (Pontevedra), é um dos principais pulmões para esta cidade de aproximadamente 300.000 habitantes. Nele, podemos explorar diferentes espécies de árvores e plantas ou passar pelo antigo castelo de Santa Maria do Castro. Além disso, se encontra o jazigo arqueológico de O Castro, onde nasceu a cidade de Vigo, entre os séculos II A.C. e III D.C.
Graças as reconstruções de três edificações castrenhas de um dos povoados mais extensos de Galícia, nós podemos imaginar como viviam seus habitantes há 2.000 anos. A cultura castrenha galaico-romana. Quando falamos de Castros nos referimos a um povoado fortificado de pedra que começou a ser habitado a partir do século VI A.C. As casas costumavam contar com uma estrutura circular. Essas se cobriam com tetos feitos de ramos, barro e varas.