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Nautic Destination

Tui e o Comércio Fenício

Sobre este patrimônio

Tui está declarada como conjunto histórico-artístico. O fértil vale do Minho permitiu acolher em seu território tudense assentamentos humanos desde os tempos mais remotos. Conservam-se vestígios da época paleolítica (20.000 A,C,) nas terras fluviais dos rios Minho e Louro, da época neolítica (5.000 A.C.) como o machado de Carrasqueira (Páramos) ou, monumentos megalíticos (Anta – Areas). A introdução da metalurgia

(4.000 A.C.), deixou vestígios como o capacete de bronze e os machados de Caldelas, que estão preservados no Museu Diocesano de Tui e as gravuras rupestres de Randufe.

Há presença da ciência em três povoados castrenhos fortificados de Tui: o castro de Arraial, localizado entre San Bartolomeu e Santa Eufemia; o castro da Granxa, em Santa Eufemia, e a possível presença de um terceiro, abaixo do atual casco antigo da cidade, hipótese essa baseada principalmente na confirmação topográfica adequada para este tipo de assentamento, junto com sua identificação como Castellum Tyde pliniano. Nos dois primeiros casos, formam-se a partir de um único recinto fortificado, a base de estruturas defensivas por um fosso e um parapeito, uma superfície com dimensões moderadas, de 95 por 80 metros e 150 por 90 metros, respectivamente.

A Galícia é uma comunidade com trajetória histórica muito importante, em relação a atividade de mineração, que regressa a épocas remotas e Tui, esteve no centro da exploração de ouro fluvial desde a época dos fenícios. O fato de que os grobios, segundo contava Plínio, instalassem aqui sua cidade mais importante, Castellum Tyde, assim o testifica.

Para saber mais

Os fenícios eram navegantes e comerciantes excepcionais. Sua especialização e determinadas manufaturas, lhes permitiram dedicarse a um comércio muito rentável nos reinos que os circundavam e nos territórios de além-mar. De sua própria produção, os fenícios ofertavam madeira de cedro, tecidos (entre eles os célebres de cor púrpura), marfins talhados, móveis de madeiras nobres, brincos, tigelas e canecas de ouro e prata, e em geral produtos artesanais de alto valor, e comercializavam a prata, o chumbo e o estanho que obtinham na Espanha, o trigo e linho do Egito, os bálsamos e mel de Israel, os cavalos e mulas de Anatólia, o marfim e os escravos da África, o óleo e os cereais da Grécia.

Os metais foram seu objetivo fundamental na rota atlântica. Foram os difusores por via marítima do novo metal, revolucionário na guerra e no campo: o ferro, que foi usado por primeira vez no país hitita. Os fenícios também foram em busca do estanho, material indispensável para fabricação do bronze, o qual o alinhavam com o cobre, chegando até as ilhas Casitérides.

O estanho podia ser encontrado a tão somente 30 quilômetros da costa galega. Além disso, a zona das Rias Baixas contava com uma rota fluvial, o rio Minho, para se adentrar ao interior, e as baías tinham extraordinários portos naturais onde atracar e comercializar com as comunidades indígenas. Segundo Heródoto, os fenícios acendiam fogueiras nas praias e deixavam ali as mercadorias para a troca dos produtos locais. É difícil saber se de fato era assim, porém em praias de O Arenal, em Vigo, foram encontradas cerâmicas púnicas e neopúnicas dos séculos VI ao I A.C.

O comércio entre fenícios e o noroeste peninsular se intensifica após a I Guerra Púnica (264-241 A.C.). A perda de alguns territórios do mediterrâneo e a aparição de Roma como nova potência, obrigou aos mercadores fenícios a buscar outros destinos onde poderiam se abastecer de matérias-primas em troca de seus produtos. Nessa busca, foi quando se estabeleceram as rotas comerciais que trarão ao noroeste, um abundante número de materiais e objetos de procedência mediterrânea.

Para conhecê-lo melhor

Graças as diferentes investigações, podemos saber que a zona de Tui foi habitada desde há muitos anos. A localidade, que se encontra na província de Pontevedra, foi até 1833 uma das sete capitais do antigo reino da Galícia. Além disso, Tui está a poucos quilômetros do nosso país vizinho, Portugal. O rio Minho, o mais longo da Galícia, representa a fronteira natural entre esta localidade e a portuguesa, de Valença do Minho.

Por outro lado, Tui conta com o monte Aloya, declarado Parque Natural em 1978, como outro de seus principais pontos de interesse. Nele encontramos restos pré-históricos e romanos como o Castro Alto dos Cubos. Dispõe de diferentes rotas para trilhas onde podemos ter uma ideia da distribuição das vivendas. Os antigos habitantes deste lugar dedicavam-se unicamente a agricultura, pesca e pecuária, ainda que os fenícios eram grandes comerciantes. De sua própria produção, os fenícios ofertavam madeira de cedro, tecidos (entre eles os célebres eram os de cor púrpura), marfins talhados, móveis de madeiras nobres, pingentes, chifres e jarras em ouro e prata. Os metais foram seu objetivo fundamental na rota atlântica. Não em vão, difundiram por via marítima o ferro, considerado como um novo metal revolucionário na guerra e no campo.

O comércio marítimo dos fenícios era ainda mais extenso que o terrestre e, em princípio, antes da moeda, se utilizava o escambo como forma de pagamento de mercadorias. Este consistia no intercâmbio de uns produtos por outros.

Galeria

Tui e o Comércio FenícioTui e o Comércio Fenício

Localização

Localidade
Tui
Município
Tui
Província
Pontevedra
País
Espanha

O bem

Tipo
Cidade
Eco-destino
Río Miño
Ambiente
Urban
Relevância
Internacional

Como chegar

Acesso
Por terra
Distância
Distancia 0 km

A visita

Visitável
Sim
Acessível
No
Estacionamento
Sinalizado
Sim

Coordenadas

Latitud
42.04607200
Longitud
-8.64444800