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Nautic Destination

Arabo: Centro de Interpretação do vinho e da Lampreia

Sobre este patrimônio

Este museu, integrado a Rota do Vinho Rias Baixas, se dedica ao vinho de Denominação de Origem Rias Baixas, na zona de Condado de Tea e, a Lampreia, além de nos demonstrar a vinculação histórica dos arbenses, com estes dois produtos. Está localizado na antiga casa indiana e disposta por três plantas. Os indianos, eram espanhóis que viveram na América, mais precisamente em Cuba, em 1925 e regressaram a Espanha, neste mesmo ano, com muito dinheiro. No entanto, a função

desta edificação, era muito diferente da atual: era uma escola do povoado até julio de 2003, quando foi inaugurada por Manuel Fraga, como o Centro, conhecido atualmente.

A planta baixa consiste em recepção, um auditório e um pequeno espaço com merchandising e uma vinhoteca (que oferece degustações e uma loja de vinhos, com 9

adegas de Denominação de Origem Rias Baixas e vídeos sobre elas). Na segunda planta, existem duas salas: uma delas, expõe a história de Arbo e a outra, é dedicada ao vinho, com sua história desde os egípcios, com altos e baixos da produção, a influência dos monastérios, a Reforma de Lutero e a Denominação de Origem Rias Baixas. Além disso, um pequeno resumo do cultivo e ciclo de vida.

Nesta exposição, é possível afirmar, graças aos utensílios encontrados no Monte Cabrón, que o homem mais antigo da Galícia, partiu deste lugar, já com os romanos (a tradição conta que já levavam Lampreias a Augusto), encontramos a mina da Lagoa, com uma produção de outro de uns 600 quilos, anuais. E por último, o terceiro andar, está dedicado exclusivamente a Lampreia, podendo conhecer a fauna do rio Minho e ver, os métodos de pesca da Lampreia, que foram e ainda são utilizados em Arbo.

Para saber mais

O museu Arabo: “Centro de Interpretação do Vinho e da Lampreia”, está localizado na antiga escola de Arbo, que foi construída graças as fortunas dos emigrantes desta localidade. O museu está construído em três plantas, sendo que o primeiro andar está composto pela recepção, um auditório e uma vinhoteca, onde os locais e visitantes podem encontrar até 9 adegas diferentes.

No segundo andar existem duas salas: uma delas é totalmente dedicada a história de Arbo e a outra ao vinho. Aqui, descobriremos que nos campos petróglifos de O Cabrón, o primeiro homem a viver nas terras de Arbo foi o Home Neanderthal Arcaico. Desta primeira história do homem como ser social e sedentário, também são encontrados os dolmens de Chan do Rei em Cabeiras, San Martiño de Sela; assim como, mais de cinquenta grupos de rochas com petróglifos como o de San Xoán de Mouretán ou o de Cándido.

Também descobriremos como os romanos, não deixaram de passar pelas terras de Arbo.Desde Portugal, tentaram cruzar o rio Lethes, que hoje é chamado de Limia ou Lima, ao ser confundido com o lendário rio Lete (rio do Olvido) do Hades, da mitologia romana, acreditavam que este rio tinha a capacidade de apagar a memória daqueles que o atravessasse, fazendo o mesmo com o rio Minho, invadiram as terras de Arbo em 137 a.C. O processo de romanização resultou em mudanças sociais, culturais, políticas e também econômicas. Destas grandes mudanças, o que ficou foi a Mina Romana de A Lagoa, como sendo a maior mina do Médio-Baixo Minho, da qual, extraíam grandes quantidades do mineral mais apreciado pelos romanos: o ouro. Mas não foi apenas ouro que os romanos extraíram destas terras, mas também as preciosas Lampreias, eram sacrificadas em piscinas ad hoc, e enviadas a César, em Roma.

A Idade Média e a ordem cisterciense deixaram marcas nesta terra banhada pelo Minho. No século XII, o rei Alfonso VII, outorga as terras de Arbo ao Monastério de Melón. A documentação escrita desta entrega se rubrica como: “Sanctus Petrus de Aravo”. Sendo “Aravo”, a palavra latina que dará lugar, com o passar do tempo, ao nome de Arbo.

Foi com estes monges, os Templários, e a valiosa influência de San Martiño, quando as terras de Arbo alcançaram seu grande impulso a produção vitivinícola e fluvial. As Lampreias foram apreciadas tanto pelos romanos, quanto pelos monges, já que os cistercienses, eram proibidos de comer carne de animais quadrúpedes. Posteriormente, a Lampreia começou a ser valorizada e comercializada. Os monges notaram seu altíssimo valor e conseguiram fazer com que o rei, tornasse-os proprietários das peixarias.

Na sala dedicada ao vinho, no segundo andar, encontramos uma breve história do vinho, cultivado nestas terras. Já era conhecido pelos egípcios e gregos, foi na época dos romanos que o vinho se destacou. Durante a invasão muçulmana, o vinho passou por uma crise, tanto em extensão como em produção, devido a proibição islâmica de seu consumo, mas não foi extinguido por completo, já que o álcool, era uma arma poderosa nas guerras. Foi na Idade Média, quando os monges impulsionaram novamente o seu cultivo.

A Lampreia, e consequentemente as peixarias, atualmente é o produto mais valioso do município de Arbo. As peixarias são construções de pedra com a base construtiva de “poios” dispostos em diagonal ou em baterias, criando um fluxo de água contracorrente facilitando a captura do animal na superfície.

Em Arbo, existem duas festas gastronômicas em honra a esta iguaria, a Lampreia, a primeira acontece durante o último final de semana de abril; e a segunda, a Festa da Lampreia Seca, nos primeiros dias de agosto. A Lampreia e as peixarias são o reflexo da forma de vida, da cultura e da tradição do Médio-Baixo Minho.

O museu Arabo, recebeu na terceira edição da “Gala Anual de Turismo Rias Baixas”, celebrada em Vigo no dia 12 de Março de 2019, o reconhecimento e certificado de “SICTED”, premiação de excelência e profissionalismo de empresas e serviços turísticos.

Para conhecê-lo melhor

No município de Arabo, localizado na província de Pontevedra, contamos com um atrativo turístico, que não é nem mais, nem menos, que o Museu e Centro de

Interpretação do Vinho e da Lampreia.

Este lugar, conhecido a 25 anos atrás como a Escola de Arabo, é hoje chamado como “Arabo, Centro de Interpretação”. Seu acervo ajuda tanto os locais, quanto os turistas, a conhecer e compreender melhor a história do vinho e da lampreia.

O edifício, erguido graças a um grupo de galegos e galegas que doaram dinheiro para sua construção, que dispõe de três andares. No primeiro, encontramos a recepção, um auditório e uma adega (local onde são conservados vinhos de até 9 vinícolas da prefeitura de Arabo, entre eles Eidosela, As Laxas, Pazo de Almuíña ou Marqués de Vizhoja). Subindo as escadarias, chegamos ao segundo andar, que é composto por duas seções. A primeira, enfoca a história do município de Arabo, enquanto a segunda é dedicada ao setor dos vinhos. Finalmente, no terceiro andar, podemos aprender um pouco mais sobre a lampreia, o peixe azul mais famoso de Arabo e, em torno do qual, são celebradas duas festas gastronômicas.

Galeria

Arabo: Centro de Interpretação do vinho e da Lampreia

Localização

Localidade
Rural
Município
Arbo
Província
Pontevedra
País
Espanha

O bem

Tipo
Centro de interpretação
Eco-destino
Río Miño
Entorno
Rural
Relevância
Nacional

Como chegar

Acesso
Por terra
Distância
Menos de 30 minutos en coche

A visita

Visitável
Sim. Tem visitas guiadas em vários idiomas
Interpretação
O museu possui folhetos e pôsteres das exposições
Acessível
Estacionamento

Coordenadas

Latitud
42.11297400
Longitud
-8.30782000