A Zona de Especial Proteção para as Aves (ZEPA), o Complexo Entre marés Umia – O
Grove, A Lanzada, punta Carreirón e laguna Bodeira, são uma extensão de 2.813ha,
incluídos na Zona de Especial Conservação Complexo Ons – O Grove.
Além de ser uma ZEPA, também possuem outras figuras de proteção como: a Zona de
Especial Proteção dos Valores Naturais (ZPVN), Zona Ramsar e integrado na Zona de
Especial Conservação (ZEC) Complexo Ons – O Grove.
A ZEPA está dividida pelos limites municipais de Cambados, O Grove, Ilha de Arousa,
Meaño, Ribadumia e Sanxenxo.
Integra uma rica variedade de ecossistemas, com características que constituem uma
seleção dos habitats mais destacados do litoral galego. Os hábitats marinhos e costeiros
constituem o grupo maioritário; hábitats costeiros com vegetação halófita,
considerados como grupo prioritário, as lagoas costeiras; dunas marítimas e
continentais.
Espécies de aves migratórias e de ninhos, como o Borrelho-de-coleira-interrompida
(Charadrius alexandrinus), o Ostraceiro-europeu (Haematopus ostralegus), o fuselo
(Limosa lapponica), a Tambarola-Cinzenta (Pluvialis squatarola), Pardela-domediterrâneo
(Puffinus mauretanicus).
De fato, está considerado pela SEO, como um dos lugares de inverno e rota de aves
aquáticas, mais importantes do litoral norte peninsular.
O istmo de A Lanzada, além de unir O Grove com o continente, é o ponto de união de
dois ecossistemas de rica biodiversidade marítima. Os mamíferos marinhos como a
toninha-comum (Phocoena phocoena), o golfinho (Delphinus delphis) e o golfinho-roaz
(Tursiops truncatus), são comuns nessa zona.
Pelo lado interior, estende-se uma grande ranhura, que fica coberta quando a maré sobe
e descoberta, quando a maré baixa. É conhecida como a enseada de O Vao, e nela se
encontra a ilha de A Toxa e as praias de O Grove. Se destacam os fundos enlameados,
arenosos e prados de vegetação marinha.
O rio Umia forma um amplo estuário em sua desembocadura no Complexo entre marés
Umia – O Grove, fazendo um traçado sinuoso para atravessar a extensa ranhura
litorânea.
A intensa dinâmica das marés, junto com a ação do rio Umia, dá lugar a formação de
depósitos sedimentários finos, arenosos-enlameados, ao longo do canal; e áreas de
pântanos em suas margens, criando formas e texturas que se modificam com a ação das
marés.
O rio corre por uma ampla ranhura e pelo litoral, recebendo águas de diferentes riachos
como o de Armenteira, da Fonte Espiña de Tabueiros pelo Sul ou o Rio Belos pelo Norte,
configurando em conjunto, uma bacia com suaves pendentes, que aumentam
progressivamente em direção a cabeceira.
O uso agrícola da zona é maioritariamente para o cultivo de uvas de albarinho com a
Denominação de Origem Rias Baixas, que são combinadas com outros cultivos como os
de estufa e outras frutas como é o caso do kiwi.
Por esse rio passa o PRG-173, Rota do Rio Umia, que percorre o rio desde o entorno do
Paço de Barrantes até a ponte Arnelas. Seguindo a bacia e cruzando o rio em várias
ocasiões: na ponte de Cabanelas, no de Santa Marta e o de Ponte Arnelas. É um percurso
completamente plano. Se adentra entre vinhedos da D.O Rias Baixas cultivados em
parreirais. O caminho oferece vários lugares para descansar e desfrutar das vistas.
O ponto final do percurso é a ponte Arnelas, que foi reconstruída em 1598 por Felipe II.
O Complexo Entre marés Umia – O Grove está localizado na província de Pontevedra, e
mais precisamente entre as rias de Pontevedra e de Arousa. Este pantanal é formado
por três partes diferentes: a desembocadura do rio Umia – incluindo a praia e o sistema
de dunas de A Lanzada -, a lagoa Bodeira (lagoa de água doce) e, por último, a Punta
Carreirón – localizada no extremo sul da ilha de Arousa.
No espaço é possível encontrar 14 tipos de habitats. Entre eles, cabe destacar as lagoas,
litoral e dunas cinzas, que são Habitats Prioritários.
Este complexo compõe uma zona que está declarada como Zona Úmida de Importância
Internacional. Além disso, é uma área que conta com o título de Zona de Especial
Proteção dos Valores Naturais, Lugar de Importância Comunitária, Zona Especial de
Proteção das Aves e está declarado como Zona Ramsar, cujo principal objetivo é a
conservação dessas áreas.
Além disso, é a zona de pantanal mais importante da nossa comunidade autônoma. Por
isso, devemos cuidar dela entre todos, evitando perturbar as diferentes espécies.