O Monastério de Santa Maria de Oia, foi declarado como Bem de Interesse Cultura (BIC)
em 1931.
A origem deste monastério é um pouco confusa, alguns autores dizem que foi fundado
por São Martinho Dumiense no ano de 569 e outros por São Frutuoso de Braga na
primeira metade do século VII. O que sim está clara é a vinculação de vários privilégios
pelo rei galego Alfonso VII durante o século XII. Um deles seria a doação ao monastério
da metade das igrejas de Erizana (Baiona) e A Guarda e todas as de Mougás, Pedornes,
Burgueira, Lourenza e O Rosal.
No interior de seus muros se reuniram monges que previamente pertenciam a
comunidades diferentes como a de Oia com seu abade Pedro, a de São Cosme e São
Damiao com o Prior Pelayo e a de São Mamede de Lourenza com seus monges negros.
Assim que em 1149 se fundiram sob o cumprimento da Regra de São Benito.
Posteriormente, no ano de 1185 passou a formar parte da Ordem do Císter.
Constitui o único exemplar de abadia junto ao mar na Galícia, tendo a fachada do templo
e as dependências do monastério da costa ocidental situadas a beira do mar. Possui uma
robusta muralha a qual tem uma estreita rua que margeia o riacho situado logo abaixo
da mesma. sua localização estratégica o converteu, em diferentes ocasiões, em baluarte
defensivo, e assim sua denominação de “monges artilheiros”.
Devido as reformas que sofreu desde sua construção é uma mescla de elementos e
estilos arquitetônicos que vão desde o românico, ao gótico e ao barroco.
A igreja apresenta três partes dispostas em planta de cruz latina. A fachada e a torre são
de tipo barroco. As dependências do monastério se abrem na costa sul da igreja.
Por aqui passa o Caminho Português pela costa, também conhecido como caminho
Monacal, onde o peregrino pode caminhar pelo bairro de Arrabal que nasceu sob a
proteção do Monastério. Passeando por suas ruas estreitas é possível contemplar
elementos da arquitetura popular como casas de patín, lugares de toponímia relevadora
como a Picota e diversos edifícios históricos. Se destacam o cruzeiro da Praça da
Sentinela (S. VIII), a antiga casa do conselho local (atual escritório de turismo) e a única
lápide conhecida de um abade do Monastério (s. XIII) reutilizada como lintel na porta de
uma pequena construção.
Atualmente é gerenciado por um grupo hoteleiro que o está desenvolvendo como um
espaço de turismo.
Devido as reformas que sofreu desde sua construção, é uma mescla de elementos e
estilos arquitetônicos que vão desde o românico, ao gótico e ao barroco.
Assim a igreja apresenta uma planta de cruz latina, composta do braço principal por três
partes curtas de quatro pedaços, com um marcado cruzeiro. No perímetro do transepto
se abrem cinco capelas retangulares e escalonadas. Se inspira na chamada “planta
Bernarda”, a mais pura das cistercienses.
O elevado interior, dos mais austeros e simples, é o que melhor responde aos ideais da
primeira arquitetura cisterciense. Assim a parte central é maior que as laterais, cobertas
por uma abóboda de canhão apontado, apoiada em arcos simples e de bordas vivas
sobre corbéis prismáticos escalonados. Os pilares compostos em forma de T são de
grandes diâmetros e se apoiam em bases simples.
As partes laterais estão cobertas por abóbodas de canhão apontado,
perpendicularmente a abóboda da parte central. Deste modo os quatro setores laterais
estão comunicados entre si por meio dos arcos apontados simples.
Janelas com arco de meio ponto e rosetas, iluminam o interior pela face sul e ocidental,
já que a face norte e central, carecem de iluminação. Algumas foram muradas ou
eliminadas quando se adicionou uma sacristia na capela maior durante o século XVIII e
também, ao renovar a atual fachada de estilo barroco, a princípios do século XVIII,
substituindo a anterior fachada medieval, que seguiria as pautas da arquitetura
cisterciense. Na mesma época também se alçou a torre de estilo barroco.
As últimas partes também foram reformados, quando se ergueu o coro alto sustentado
por abóbodas enervadas, aos pés da igreja no último terço do século XVI.
Graças a sua localização estratégica, este monastério teve um importante papel na
defesa da costa. Em 1624 os monges conseguiram frustrar um ataque da frota turca, o
que levou a Felipe IV a conceder ao monastério o título de “Real”. Após o Confisco de
1835 passou a ser propriedade privada, ainda que a igreja funcione como templo
paroquial.
A partir de então, ficou marcado o início de uma longa época de abandono e
deterioramento. Em 1910 os jesuítas expulsos de Portugal arrendaram o monastério,
onde se estabeleceu um colégio. Esta ordem permaneceu em Oia até 1932, data em que
tiveram de abandona-lo ao serem nacionalizados os bens da Companhia de Jesus e
decretar sua expulsão do território nacional. Nos anos da Guerra Civil, Santa Maria foi
campo de concentração (entre 3.500 e 5.000 pessoas presas sofreram repressão dentro
de suas paredes). Este lugar acumula uma enorme carga histórica e trágica,
representada nas paredes de alguns cômodos com gravuras correspondentes a esta
época.
Por aqui, o Caminho Português passa pela costa, também conhecido como caminho
Monacal, onde o peregrino pode caminhar pelo bairro de Arrabal, que nasceu sob a
proteção do Monastério. Passeando por suas ruas estreitas é possível contemplar
elementos da arquitetura popular como casas de patín, lugares de toponímia relevadora
como a Picota e diversos edifícios históricos. Se destacam o cruzeiro da Praça da
Sentinela (S. VIII), a antiga casa do conselho local (atual escritório de turismo) e a única
lápide conhecida de um abade do Monastério (s. XIII) reutilizada como lintel na porta de
uma pequena construção.
Entre Baiona e A Guarda, na província de Pontevedra, localiza-se o pequeno município
de Oia. Nele, há muitos anos, se construiu um monastério com uma grande igreja a
poucos metros do mar e que estava dedicada a Santa Maria e, além disso, se converteu
no monumento principal de Oia.
A construção deste monastério começou no ano de 1132 quando o rei Alfonso VII
exercia seu mandato. Teve diferentes usos. Durante uma primeira etapa, era o local
onde se reuniam monges. Posteriormente, passou a formar parte da Ordem do Císter, e
posteriormente foi abandonado a partir de 1836, com o confisco de Mendizábal.
Durante a Guerra Civil e até 1942, se converteu em uma prisão. Já no século XXI se
realizaram as últimas restaurações para que, atualmente, seja um lugar turístico muito
especial.
O monastério apresenta três partes e todas as suas plantas são de cruz latina. Contudo,
se pode observar nele, elementos de distintas épocas – românicos, góticos e barrocos –
fruto das sucessivas reformas que sofreu. Na igreja, os elementos que se destacam são:
a abóboda estrelada, sua fachada e o campanário, ambos datados da época barroca
(século XVIII).