Ao sul da ilha de Mallorca, nas Ilhas Baleares, o Arquipélago de Cabrera reúne ilhas e ilhotas de rocha calcária, e junto com as águas circundantes, são Parque Nacional Marítimo-Terrestre, o primeiro da Espanha com esta figura de proteção.
Sob estas águas encontramos as valiosas pradarias submarinas de Posidonia oceânica, e as gigantescas nácaras, o molusco bivalve de maior tamanho do Mediterrâneo, que, com sua capacidade filtradora, contribui para manter a transparência e a excelente qualidade destas águas.
Em terra firme, o Arquipélago reúne a ilha principal de Cabrera, a ilha Conejera e quinze ilhotas, somando 1000 hectares de superfície emergida. Seu clima semiárido, à mercê do sal e do vento, condiciona o desenvolvimento do matagal mediterrâneo, a garriga, que conta com vários endemismos vegetais.
As aves são o estandarte faunístico do arquipélago, dada sua condição de lugar de escala nas rotas migratórias de mais de 150 espécies. A gaivota de Audouin ou o falcão de Eleonora são emblemas da ornitofauna de Cabrera. O Parque Nacional está incluído dentro da Rede de Zonas de Especial Proteção para as Aves, é Lugar de Interesse Comunitário e faz parte da rede de Zonas de Especial Proteção de Importância para o Mediterrâneo.
O Arquipélago de Cabrera foi um lugar estratégico nas rotas marítimas das sucessivas civilizações que chegaram a estas costas em busca de refúgio e sustento, como fenícios, cartagineses, romanos e bizantinos.
Foram encontrados restos pré-históricos desde a Idade do Bronze. No entanto, a escassez de terra agrícola, a falta de água e certo isolamento impediram o assentamento permanente.
Grande parte de sua história e seu destino estiveram relacionados com escaramuças e conflitos bélicos. Durante a Idade Média, sofreu contínuos ataques de piratas berberiscos. À medida que aumentou o controle naval sobre o Mediterrâneo, diminuíram os assaltos piratas, e puderam se desenvolver a agricultura e a pecuária.