Arcos de Valdevez é um município português no distrito de Viana do Castelo, englobado na região norte e na sub-região Minho-Lima. O distrito de Viana do Castelo faz fronteira com a Galiza, a norte e a este, com o distrito de Braga, a sul, e com o Oceano Atlântico, a oeste.
A cidade é banhada pelo rio Vez, que nasce na serra do Soajo. Tem edifícios nas duas margens do rio, mas o centro histórico fica no lado mais elevado. Tendo como referência a ponte de pedra dos Arcos ou ponte antiga, fica para trás um interessante cruzeiro do Senhor dos Milagres e a Igreja de S. Paio, dos séculos XVIII-XIX, localizada numa praça.
Atravessando o rio em direção ao centro, à direita estão os Jardins do Campo do Trasladário, que exibem esculturas equestres representando dois cavaleiros em torneio. Essa cena lembra a época do ano em que Alfonso VII de Leão e D. Afonso Henriques confrontam suas tropas, escolhendo a modalidade de torneio, pois ambos estão enfraquecidos e não querem perder combatentes, já que possuíam um inimigo comum, os Almorávidas. Desta forma, as forças portuguesas conseguiram dar origem à consagração do reino português em 1140.
Continuando o passeio, é possível ver a praia fluvial de Valeta, desfrutada por centenas de banhistas todos os verões. Atravessando a rua, há uma estrada que leva à Igreja do Espírito Santo, na parte mais alta da cidade, com um pequeno jardim na praça municipal e a Casa das Artes ou Casa do Terreiro, dos séculos XVIII-XIX, com destaque para os murais no seu interior. Esta praça prolonga-se até à igreja paroquial ou Igreja Matriz, do século XVII, com portas em ferro forjado e abundante decoração no seu interior. Nesta mesma praça fica, também, o pelourinho do século XVI, ou Pelourinho em estilo Manuelino, designado Monumento Nacional.
Continuando em frente e passando pelo edifício da Câmara Municipal, chega-se a uma pequena rua, onde, virando à direita, se vê, em primeiro lugar, a Capela de Nossa Senhora da Conceição, de estilo românico-gótico, do século XVIII, e, no fim da rua, a Igreja da Lapa, de estilo barroco português, do século XVIII. Continuando nesta rua e fechando o círculo, chega-se à Igreja da Misericórdia, reconstruída em 1710, de estilo barroco e neoclássico. O cruzeiro localizado junto da fachada posterior é do século XVIII.
Arcos de Valdevez foi um local histórico, cenário da batalha entre Afonso VII de Leão e D. Afonso Henriques, confrontando as respetivas tropas e dando origem à consagração do reino português em 1140.
Um dos personagens mais marcantes da cidade foi o inventor Manuel António Gomes, nascido em 21 de dezembro de 1868. Também conhecido como Padre Himalaia, apelido que evoca a sua alta estatura e que recebeu quando estudava no seminário conciliar de Braga.
Estudou diversas áreas da ciência: física, química e medicina foram as disciplinas que mais atraíram a sua atenção. Duas grandes invenções tornaram-no conhecido em Portugal, sendo uma delas um explosivo de origem vegetal e mineral, fácil de manusear e seguro, ao qual deu o nome de “himalaíte”, tendo sido produzido em Portugal a partir de 1911 pela empresa Companhia Himalayite, que construiu uma fábrica de explosivos na “Quinta da Caldeira”, no Seixal.
Também se interessava pela utilização de fontes de energia renovável e daí as suas experiências realizadas com a energia solar. Pretendia concentrar a força dos raios solares numa espécie de forno para derreter metais e pedras, ao qual deu o nome de “Pirelióforo”, um dispositivo que consistia numa combinação de grandes espelhos que convergiam a luz para um único ponto. Com seu primeiro dispositivo conseguiu atingir 500 graus de temperatura e com um segundo, desta vez com uma altura de 80 metros, conseguiu atingir uma temperatura de 3500 graus.
O padre Himalaia procurou apoio para desenvolver e comercializar as suas invenções, mas nunca o conseguiu. O petróleo como fonte de energia estava em ascensão e não havia qualquer interesse económico naquela altura. Era um homem à frente de seu tempo e passou os últimos dias no Hospital Nossa Senhora da Caridade.
Arcos de Valdevez é um pequeno município em Portugal que pertence ao distrito de Viana do Castelo e é habitado desde a pré-história. Localizado no norte de Portugal, possui paisagens muito verdes e uma arquitetura tradicional, banhadas pelo rio Vez.
Diz a lenda que Arcos de Valdevez foi um lugar muito importante para a história da Espanha e Portugal. De facto, em 1141, foi travada uma forte luta entre as duas tropas e diz-se que as águas do rio Vez ficaram tingidas de vermelho.
Esta localidade portuguesa possui um belo centro histórico, onde visitantes e habitantes podem admirar vários edifícios. Entre eles, vale a pena destacar a Igreja do Espírito Santo, cuja construção foi concluída em 1681, caraterizada como um edifício de estilo maneirista, isto é, um estilo artístico italiano do século XVI, no qual se destaca a abundância de formas difíceis e pouco naturais. É obrigatória, também, a visita ao monumento mais antigo da cidade, a Capela de Nossa Senhora da Conceição ou a Capela da Praça, que data do século XV e é de estilo românico.