É obra do arquiteto de Porriño, Antonio Palacios Ramilo, e se enquadra no movimento
ideológico do começo do século XX, o qual trata de fazer uma arquitetura autóctone
com raízes tradicionais, para que transmitisse conteúdos culturalmente próprios.
Antonio Palacio percorre toda Galícia visitando construções românicas e barrocas das
que adquire um conhecimento que acaba por concretizar em seu próprio estilo.
O Templo Votivo do Mar foi construído entre 1932 e 1937 com uma superfície de 340
metros quadrados. Tem uma planta em forma de cruz latina, com uma única parte e três
corpos no início.
No princípio, este templo pertencia a um conjunto de construções que não se foram
realizados.
Em frente, está o campanário que fica a esquerda e o batistério a direita. A abside é
poligonal, depois do transepto, que está rematado com um corpo cilíndrico e a cúpula,
sobre arcos pontiagudos.
São de destacar os mosaicos realizados pelo construtor José Mogimes, com a ajuda de
voluntários de Panxón e construídos com restos de azulejos de rejeitos.
Outro elemento a considerar nesta igreja são as vidraças e a rosácea. Antonio Palacios
tentou inovar e jogar com a luz por meio de transparências, que aparecem da
combinação de telhas de vidros industriais inseridas no concreto armado.
O Templo Votivo do Mar é uma das obras celebres do arquiteto de Porriño e uma das
melhores obras preservadas no Val Miñor.
Panxón é uma pequena cidade pertencente ao município de Nigrán que se caracteriza
por sua tradição marinheira, tem um porto próprio e é típico celebrar em suas praias a
fogueiras de São João no início do verão, coincidindo com suas festas de padroeiros.
Muito próximo do Templo Votivo do Mar e subindo pela rua do Arco visigótico
encontramos a estrutura com tal nome. O Arco Visigótico formava parte da
desaparecida igreja paroquial de San Xoán de Panxón, e passou desapercebida até o ano
de 1926. O que hoje é preservado, são os restos da abside quadrangular, que dá entrada
ao arco triunfal de ferradura.
O arco composto por 21 aduelas de diferentes tamanhos, está sustentado sobre duas
colunas de eixo liso e capiteis de inspiração coríntia, com fileiras de folhas de acanto e
pergaminho insipientes. Originariamente o arco estava sustentado por dois pares de
colunas por cada lado, como ainda se pode comprovar atualmente.
Pelo aspecto e técnica de execução, é possível assegurar, que sua fábrica é germânica.
Foi identificada em 1963, formando parte do muro próximo, uma tampa do sarcófago,
com decoração de tipo estola, que posteriormente foi transferida à abside do templo.
Pode ser encontrada no período suevo dos séculos V ao VIII.
Com motivo da consolidação do arco, nos anos 80, foi realizado uma pequena escavação
onde foram identificados os cimentos originais do templo germânico, que definem uma
planta em cruz grega. Sobre estas, que foram aproveitadas em parte, durante o século
XVII, foi reformada a igreja, adquirindo a fisionomia que manteve até o século XX,
quando desapareceu.
Esses restos foram declarados Monumento Histórico-artístico e Bem de Interesse
Cultural.
O Templo Votivo do Mar ou Igreja Paroquial de San Juan de Panxón está localizado num
povoado litorâneo do município de Nigrán, e mais precisamente em Panxón. Este
templo católico de granito foi construído entre 1932 e 1937 pelo famoso arquiteto
galego Antonio Palacios Ramilo, um dos arquitetos mais importantes da Espanha do
século XX.
Além de contar com um cruzeiro na abóboda, se caracteriza por sua planta de cruz latina
e por sua torre em forma de farol, cujo objetivo era que os marinheiros localizassem
para orientá-los em sua chegada a terra. Além disso, junto a ele, se encontra uma torre
cilíndrica mais elevada, coroada pelos quatro anjos custódios ou anjos da guarda,
ordenados em direção aos quatro pontos cardeais.
Antonio Palacios tentou replicar a arte galega nesta igreja, apesar de que sua origem
tenha mescla de arte gótica (arcos pontiagudos), toques modernistas e influências
muçulmanas.