Cabo Silleiro é um acidente geográfico situado no sudoeste da Galícia, na localidade de
Baredo (Baiona) que fecha a ria pelo Sul, marcando o início das Rias Baixas em direção
ao norte.
É uma frente rochosa de falésias marinhas atlânticas com ampla existência de extensas
praias de cantos e blocos. Nas vertentes costeiras desenvolvem-se grandes extensões
de matas espessas, urzes secas costeiras atlânticas de Erica vagans e em desfiladeiros,
com certo grau de hidromorfia, permitem a aparição de urzes úmidos atlânticos de Erica
ciliares e Erica tetralix. As ladeiras e topos que fecham a unidade apresentam
afloramentos rochosos e encostas com vegetação casmofítica.
Em frente ao cabo encontram-se as ilhas rochosas de A Carral, A Negra, as Polbeiras,
Laxe do Lobo e Lobo do Silleiro. Como é uma zona rochosa e fortemente batida pelo mar
é um lugar idôneo para o crescimento de percebes onde se visualizam frequentemente
aos “percebeiros” trabalhando e retirando tal iguaria com o uso das ferramentas.
Durante os anos 40 foi construída nesta zona, uma bateria de artilharia costeira J-4 com
o propósito de proteger o porto de Vigo.
No alto da ladeira encontramos o farol Silleiro, situado mais ao sul da costa galega. Foi
inaugurado em 1924, edifício que substituiu ao antigo farol de 1866 do qual foi
preservada sua fachada de granito na primeira linha da costa.
Aos pés do antigo farol seguindo um caminho, é possível descer até a praia dos cristais,
chamada assim porque antigamente havia um vertedouro no cabo. Os cristais de
garrafas, restos de cerâmica e outros elementos foram arrastados e polidos pela ação
do mar, criando essa praia de diferentes cores de tonalidade esverdeada.
Em 1866 foi inaugurado o Farol de Silleiro, localizado no cabo de mesmo nome. Parte
do antigo farol foi preservado na fachada de granito na primeira linha da costa.
Em agosto de 1924 foi inaugurado o novo edifício que abriga o farol a 85 metros, no alto
da montanha. Este edifício tem planta retangular e em sua fachada oeste está a torre
do farol, que desde 1960 tem uma lâmpada de 3000 watts que pode ser observada a 40
milhas de distância, caso o tempo esteja limpo. Além disso, a sirene tem um emissor
eletrônico de 200 milhas de alcance. Hoje é um dos pontos principais de orientação dos
navios que atravessam estas águas.
No ano de 1955 converteu-se em aerofarol, foram conectadas ao farol, lentes que
produzem raios de luz aéreo de 70° sobre a horizontal que poder ser identificado pelos
aviões a uma distância de até 20 quilômetros.
Na atualidade, além de seguir prestando serviço, como sinal luminoso, é base receptora
de dois sistemas diferentes de medição de ondas e correntes, e dispõe além disso de
uma estação receptora-emissora do sistema AIS de ajuda a navegação.
Junto ao farol do Cabo Silleiro, existem os restos das instalações militares que em sua
época serviram para vigilar a entrada da ria de Vigo e a entrada a Baiona. São baterias
J4 Cabo Silleiro. Essas instalações datam da época posterior a Guerra Civil e entraram
em serviço a princípios da década dos 40, como bateria costeira para proteger a Espanha
de um ataque pelo mar, que nunca chegou a acontecer. Milhares de jovens prestaram
serviços militares nessas instalações.
As instalações sobre a terra constavam da casa do Sargento e a do Capelão, além dos
edifícios comuns (cantina, lar do soldado, cozinha, quartos dos oficiais e pista de
esportes).
Além disso, abaixo da terra, existem 200 metros de galerias escavadas sobre o granito
que conectam as peças de artilharia com o bunker de telemetria através de um túnel
com o eixo principal e várias ramificações. Existia também um túnel de evacuação que
chegava aos montes de Baredo, atualmente completamente selado.
O posto de comando e observação está situado acima do farol, que regula o tráfico
portuário. A bateria mais alta, é a de acesso mais complicado e, por tanto, está melhor
conservada. Os canhões tinham um alcance máximo de 16 quilômetros e podiam ser
disparados simultaneamente de forma manual ou automática (com eletricidade). Os
projeteis eram de 50 kg e 45 centímetros e se transportavam em vagões por túneis até
os canhões, e aproximadamente, ao todo, a equipe que trabalhava nas baterias, era de
cinquenta pessoas.
A bateria deixou de se utilizar ao final da década de 1980, e tanto os canhões como os
túneis foram selados. O complexo militar se manteve intacto até começo da década dos
90 e um pequeno grupo de guardas o vigiou até o ano de 1999, quando ficou
completamente abandonado.
A planta superior deste bunker de telemetria foi reaberta no ano de 2002 para observar
a evolução das manchas de petróleo que derramou o Prestige sobre a costa galega.
Por aqui passa a etapa Oia – Baiona do Caminho de Santiago Português pela costa, por
onde passam muitos dos peregrinos que escolhem essa opção de caminho.
Cabo Silleiro está localizado em Baiona (Pontevedra) e forma parte da costa galega. Um
cabo ou ponta é um acidente geográfico formado por terra que projetada em direção
ao interior do mar. Este em concreto, marca o ponto de entrada a Ria de Vigo pelo Sul.
O Farol Silleiro foi inaugurado no ano de 1866, utilizando, em princípio, uma lâmpada
de pavio de azeite vegetal para alertar aos barcos da presença da costa. Posteriormente,
em 1909, se utilizou uma lâmpada de petróleo e em 1924 foi a inauguração do farol tal
e como o vemos atualmente.
Além disso, nele encontramos a antiga bateria militar J4 Cabo Silleiro, construída após a
Guerra Civil, para proteger a entrada da Ria de Vigo e Baiona. Dispõe de um túnel
subterrâneo de quase 200 metros de comprimento, conectado a artilharia Vickers.