A Casa da Navegação é uma instituição municipal criada para expor uma coleção
visitável, sobre a relação histórica da Real Vila com o mar através de seu porto, no
contexto da navegação atlântica, convertendo-se no motor de conformação urbana e
social.
Este projeto está exposto na centenária casa de María Carvajal situada na praça de
Pedro de Castro, em frente ao porto pesqueiro, foi uma antiga sede do governo
municipal e posteriormente restaurada para readequar-se ao seu novo uso. Possui dois
andares e jardim nos fundos com 347 metros quadrados no centro histórico da vila.
Abriga uma coleção procedente, em parte, do Museu do Mar da Galícia e do Museu
Provincial de Pontevedra. Inclui uma réplica feita no ano 2001 da Carta Puebla fundada
por Alfonso IX, cartografia da coleção Román Pereiro Alonso. Possui peças arqueológicas
como uma lápida sepulcral, uma moeda do século XIII e fragmentos cerâmicos, também
uma maquete da caravela La Pinta feita em 1985, o robô submarino RU-27, aparelhos
de pesca cedidos por Remigio Leyenda, fotografias cedidas por Esperanza Fernández
Vernet, instrumentos de navegação, objetos procedentes de naufrágios, velhas
lâmpadas do farol Silleiro e duas pequenas peças de artilharia.
O projeto de musealização começou no ano de 2009, custeado pela Administração
provincial de Pontevedra e a prefeitura de Baiona. Sua inauguração foi no dia 1 de março
de 2015 por representantes de duas instituições: o presidente da Xunta de Galicia,
Alberto Núñez Feijoo, e a ministra em exercício na época, Ana Pastor Julián.
A casa María Carbajal está reformada desde 2007. É um edifício de dois andares, o andar
superior possui 212 metros quadrados acompanhado por um jardim que supera os 347
metros quadrados. Uma construção feita de pedras talhadas, destaca pela sobriedade,
com uma fachada quase simétrica, embora tenha duas balaustradas corridas que
valorizam a fachada. Acaba a cornija abalaustrada com quatro pináculos ordenados
simétricamente.
Hoje em dia, a casa Carbajal é uma referência cultural importantíssima da cidade de
Baiona. Ela é sede do Museu da Navegação e também conta com exposições
temporárias.
Conta com dois espaços de exposição muito amplos, sala de conferências e audiovisuais
e um interessante pátio que se abre para os fundos do edifício, com uma zona calçada
e ajardinada conservando os muros que fecham o terreno. O edifício já foi utilizado
como sede da prefeitura.
No seu interior encontram-se exposições importantes como a réplica do robô RU-27 ou
também conhecido como Scarlet Knight que foi o primeiro robô com pilhas de lítio e
sem motor a atravessar o Atlântico (distância de mais de 6000 quilômetros). Foi um
projeto conjunto entre EUA e Espanha que marcou um recorde histórico. Durante sua
travessia de 225 dias esteve reunindo dados que ajudaram a entender a influência dos
oceanos nas mudanças climáticas.
Depois de um ciclo de imersão-emersão enviou via satélite os dados registrados e
esperou novas ordens remitidas desde o Laboratório de Observações Oceânicas Costeira
de New Jersey.
O próprio presidente dos EUA recebeu o robô em Washington e talvez se estude em um
futuro para desenvolver um novo sistema de transporte marítimo, limpo, que não
contamine.
Eleger Baiona como destino simbólico foi importante, por recordar a chegada da
caravela Pinta em 1493, com o descobrimento da América.
O bairro antigo de Baiona é muito especial por toda sua história, mas também por
mostrar a seus visitantes o Museu Casa da Navegação. Neste espaço, encontra-se uma
coleção que oferece a evolução histórica, urbana e social da Real Vila.
A Casa da Navegação está localizada na conhecida Casa Carvajal e dedica-se a mostrar o
importante papel da cidade de Baiona, para a história da navegação Atlântica. Seu porto
foi o primeiro da Europa a receber a notícia do descobrimento da América. O capitão
Martín Alonso Pinzón atracou nas águas galegas em 1493.
A coleção mostra documentos antigos e arquivos, além disso, de expor peças
recuperadas de investigações arqueológicas e subaquáticas. A coleção está distribuída
em quatro áreas e treze módulos. O primeiro andar está dedicado a contextualização
geográfica, a origem e evolução da vila. Este andar está estruturado em dois ambientes:
o porto e seus significados sociais, urbanos e históricos e a arte das navegações e suas
adversidades.