A profissão tradicional de “redera” ou “atadera” (talhar ou amarrar artesanalmente)
redes de pesca, se iniciou muito cedo e estava vinculado principalmente as mulheres.
As meninas aprendiam de suas mães a habilidade de talhar e reparar as redes. A
evolução da aprendizagem se personificava quando passavam a trabalhar fora de casa,
nas docas dos cais.
As variações na matéria prima dos fios: cânhamo, linho, nylon e sedal de plástico
determinaram a história e evolução das artes das rederas.
As rederas do Baixo Miño Atalaia desenvolviam sua atividade profissional em uma parte
da Nave de Redes dentro do Porto de A Guarda. Estão especializadas na confecção,
armado, preparação e manutenção de diferentes artes e aparelhos de pesca como:
Artes Menores, Lampreiras e Sableiras.
Para diversificar seu trabalho também realizavam outros dois tipos de atividades, como
oficinas escolares informativas onde era possível conhecer as profissões do mar de A
Guarda e a importância que elas têm para o desenvolvimento econômico da zona. As
oficinas realizavam-se na Nave de Rederas da própria associação e também nos centros
educativos.
Outra das atividades que realizavam, eram as visitas para turistas e público em geral,
com a finalidade de que todos tenham conhecimento deste trabalho, profissão, cultura
e tradição das rederas. O ponto de encontro é o próprio lugar de trabalho da associação.
A visita a Nave das Rederas permite conhecer este trabalho artesanal, com seus
diferentes tipos de redes e de usos; e a reciclagem de materiais, valorizando o trabalho
destas artesãs. O espaço dispõe de fotografias e outro material gráfico bem como
elementos reais utilizados pelas rederas em sua exposição permanente.
É interessante também conhecer os produtos artesanais realizados utilizando técnicas
artesanais próprias de seus trabalhos, mas adaptadas a complementos pessoais como
bolsos, golas de pescoço, colares, brincos, alfinetes (broches) e adereços de cabeça, os
quais estão identificados com a marca de Artesanía de Galicia.
A Associação de Rederas de Baixo Miño faz parte da Federação Galega de Rederas
Artesãs “O Peirao”, criada em 2004, depois de uma busca de contatos para encontrar
outras rederas de diferentes localidades em 2002. Para encontrá-las, foi necessário
entrar em contato com as confrarias e com as pessoas que ali viviam, a fim de conseguir
informação sobre onde as rederas trabalhavam.
Cada uma das associações, formaram-se durante um período de vários encontros. Ao
associar-se, conseguiram mudar suas condições de trabalho. Conquistaram novos
postos de trabalho, formação específica da função, informações trabalhistas e fiscais,
todos trabalhavam para um mesmo propósito e com os mesmos objetivos: condições
dignas de trabalho e sair da quase invisibilidade em que estas profissionais rederas
encontravam-se até o momento.
Para diversificar seu trabalho também realizavam outros dois tipos de atividades, como
oficinas escolares informativas onde era possível conhecer as profissões do mar de A
Guarda e a importância que elas têm para o desenvolvimento econômico da zona. As
oficinas realizavam-se na Nave de Rederas da própria associação e também nos centros
educativos.
Outra das atividades que realizavam, eram as visitas para turistas e público em geral
com a finalidade de que todos tenham conhecimento deste trabalho, profissão, cultura
e tradição das rederas. O ponto de encontro era a própria Nave de trabalho da
associação.
É interessante também conhecer os produtos artesanais realizados utilizando técnicas
artesanais próprias de seus trabalhos, mas adaptadas a complementos pessoais como
bolsos, golas de pescoço, colares, brincos, alfinetes (broches) e adereços de cabeça, os
quais estão identificados com a marca de Artesanía de Galicia.
As Rederas são mulheres que desenvolvem diferentes tarefas relacionadas com as
redes, o mar e a pesca. Tradicionalmente, o trabalho do mar era realizado pelos homens,
os marinheiros. Entretanto, pouco a pouco, como na maior parte das profissões, as
mulheres incorporam-se ao setor para demostrar que são capazes de desenvolver os
mesmos trabalhos, antes realizados somente pelos homens.
A pesca sempre foi considerada de suma importância para o crescimento do município
de A Guarda.
Na Galícia, existem cerca de 711 Rederas, considerado um grande número, quando
comparado ao resto da Espanha, que somam um total de 883. Na província de
Pontevedra, o município de A Guarda conta com as Rederas do Baixo Miño Atalaia, que
exportam seus artesanatos para vários países. A equipe está formada por 9 mulheres.
Elas estão encarregadas de reformar, criar e conservar os instrumentos de trabalho que
os profissionais do mar utilizam para pescar peixes e mariscos. Montam todos os tipos
de redes. São rederas profissionais, que com o método de fazer redes, também se
dedicam ao artesanato. Realizam diferentes cursos onde ensinam aos participantes a
diferença entre distintos tipos de redes que podem ser produzidas e sobre as atuais
artes da pesca.
Além disso, através da criação de uma associação, disponibilizaram ao público uma
coleção completa de fotografias e inúmeros materiais gráficos sobre suas técnicas, bem
como, uma pequena exposição de ferramentas e instrumentos que necessitam para
realizar seus trabalhos.