O paço Barrantes foi construído no começo do século XVI e posteriormente foi
totalmente reformado no século XVIII, perdendo parte de sua fisionomia original. Possui
escudos de armas de Soutomaior, Zapata, Troncoso de Lira, Rubianes ou a Vista Alegre.
Tem um portal pelo qual se entra em direção a um amplo pátio, onde encontramos, da
direita para a esquerda o salão de atos, a capela, o jardim e o pombal. Do edifício
destacam-se o terraço, a capela e a série de escudos de armas que abriga no seu interior.
Separando o pátio das terras de cultivo, se encontra um impressionante hórreo (tipo de
celeiro).
Se encontra situado numa zona dedicada ao cultivo vitícola, com grande quantidade de
vinhedos. Atualmente é uma propriedade privada.
Neste paço houveram acontecimentos de transcendência histórica. Em 1930, sendo
proprietária a oitava condessa de Creixell, Dona Julia de Becerra Malvar, se reuniram
nele o Conselho de Ministros e foi assinado o primeiro Pacto de Autonomia Galega,
conhecido historicamente como Pacto de Barrantes. No documento assinado se
afirmava que a causa fundamental dos problemas da Galícia, residiam no centralismo
político e que a solução passava pela autonomia política e administrativa.
O neto de Dona Julia, Don Vicente Cebrián Sagarriga, recebe por meio de herança a
propriedade do paço. Seria o décimo conde de Creixell e submete o paço a uma
reconstrução de tal envergadura, que ganha o prêmio Europeu de Marqués de Amodio,
sobre a reconstrução de antigos paços europeus por proprietários menores de 35 anos.
Com a experiencia no mundo do vinho, por um projeto anterior em uma bodega da
região da Rioja, decide embarcar em um projeto similar aproveitando os recursos
naturais do entorno do paço. Assim, constrói uma bodega com a maior tecnologia do
momento, para extrair um excelente vinho Alvarinho de seus 12 hectares de vinhedos.
Atualmente é gerenciada pelo seu filho, Don Vicente Dalmau Cebrián-Sarriaga, atual
conde de Creixell. Paço Barrantes se consolidou, como um dos melhores vinhos
Alvarinhos da Espanha, com uma magnífica evolução em garrafa.
Paço Barrantes é uma finca de 12 hectares autocontroladas, situada ao redor da bodega.
Todas cultivadas com a uva Alvarinho, e na região de Denominação de Origem Rias
Baixas. Seu clima é Atlântico, suave, com precipitações abundantes que rondas os 1500
milímetros anuais. A composição do seu solo é de caráter arenoso, pouco profundo e
algo ácido.
A bodega foi construída junto ao paço, em 1991, as margens do rio Umia, no coração do
vale do Salnés, na localidade costeira de Barrantes.
Neste lugar, em 25 de setembro de 1930, aconteceu o pacto de Barrantes, que faz
referência ao acordo entre figuras do galeguismo como Castelao, Otero Pedrayo, Lois P.
Novo ou Cabanillas e do republicanismo, como o próprio Portela Valladares.
O resultado foi o primeiro Pacto de Autonomia Galega encarnado num manifesto que
“O povo galego” publicou no dia 26, cinco meses antes da chegada da república.
O manifesto, no aspecto econômico, centrava a atenção nos problemas da agricultura,
no aspecto cultural, considerava como questões mais graves, a falta de escolas e a falta
de uma educação com caráter galego e no aspecto político, contempla o caciquismo,
como o veneno que não deixa que seja cumprida a Constituição. Para os que assinaram
o tratado, a causa destes males estava no centralismo que se esquecia das necessidades
dos galegos, provocando sua ruína, seu atraso e sua opressão.
Galícia é conhecida por sua boa fama gastronômica e pelos seus bons vinhos. Um deles
é o Paço de Barrantes.
A fazenda Pazo de Barrantes está localizada no município de Ribadumia, em Pontevedra,
na comarca do Val do Salnés e, em seu centro, se encontra sua bodega. O Paço é uma
tradicional casa senhorial galega datada do século XVI rodeada por doze hectares de
vinhedos de uva Alvarinho. Em princípio, a finca pretendia ser um vinhedo de tamanho
mediano para o envelhecimento de vinhos das Rias Baixas, de máxima qualidade.
O Paço se encontra as margens do rio Umia e o clima do Atlântico beneficia a colheita
da uva, pois se trata de um clima suave e com precipitações abundantes. Este vinho se
elabora em um lugar com muito encanto. Além disso, o vinhedo está controlado a todo
momento: na hora da poda, condução, rendimento ou cálculo. Isto leva a obtenção de
um vinho de grande renome.