Na subzona de O Rosal, no sudoeste da Galiza, junto ao rio Minho. Aqui destacam-se quatro castas brancas autóctones muito valorizadas: Alvarinho, Loureiro, Caíño branco e Treixadura.
O Alvarinho, possivelmente de origem romana no noroeste da Península Ibérica, oferece uma acidez viva e grande intensidade aromática. O Loureiro distingue-se pelos aromas frescos a louro e pela sua identidade própria. O Caíño branco, cultivado tradicionalmente em O Rosal, dá frescura e complexidade, e acredita-se ser o resultado natural de um cruzamento entre Alvarinho e uma casta tinta portuguesa. Já a Treixadura, com cachos médios e acidez equilibrada, acrescenta estrutura aos
lotes regionais.
A história está cheia de lendas, como a que atribui aos monges de Cluny a introdução do Alvarinho na Galiza — hoje em dúvida. E também de figuras como Santiago Ruiz, conhecido como “o pai do Alvarinho”, que transformou a vinificação local e elevou a reputação dos vinhos de O Rosal.
Atualmente, os vinhos têm pelo menos setenta por cento de Alvarinho, completados com Loureiro, Caíño branco e Treixadura. O resultado são vinhos frescos, únicos e marcadamente atlânticos, que refletem a paisagem do Minho e do oceano.