As Salinas de A Guarda formam parte do maior complexo de exploração de sal
documentado do Império Romano, o qual abriga outras zonas do noroeste peninsular
como são: Vigo, Cangas, Oia, Viana do Castelo e Matosinhos.
O Sal sempre teve uma grande importância desde tempos remotos, sua história está
muito unida às transações econômicas da história da humanidade, atividade que deixou
nomes como “salário”. É matéria prima indispensável para a indústria da salmoura.
Assim que, a descoberta das salinas, indica o valor e relevância desta zona para a
produção de sal na época romana.
Em sua forma mais rudimentar, as salinas consistem em um raspado de uns dois
centímetros realizados em grandes pedras, dando espaço para que uma pequena
quantidade de água salgada fique acumulada para evaporar, e precipitar o sal contido
nela. A este tipo de formação se denomina rupestre.
Salinae é a dominação dada àquelas formadas por uma série de baldes de forma
quadrangular, delimitadas por lajes de xisto ou granito, que aparecem dispostas
sistematicamente em bateria, e que se formam por um piso de argila impermeável, as
vezes compactado com cascalhos, e disposto sobre uma argamassa de nivelação que
pode estar formado por lajes.
A água do mar entrava diretamente nos tanques com a força das marés; em seguida,
passava de um tanque a outro, evaporando progressivamente pela ação do sol, até sua
cristalização final.
As salinas podem ser encontradas seguindo a rota PRG-160 na zona de O Seixal,
Camposancos I, em A Armona e Camposancos II, em O Puntal.
As salinas de A Guarda formam parte do maior complexo de exploração de sal
documentado do Império Romano, o qual abriga outras zonas do noroeste peninsular
como: Vigo, Cangas, Oia, Viana do Castelo e Matosinhos.
Em sua forma mais rudimentar, as salinas consistem em um raspado de uns dois
centímetros realizados em grandes pedras, dando espaço para que uma pequena
quantidade de água salgada fique acumulada para evaporar, e precipitar o sal contido
nela. A este tipo de formação se denomina rupestre.
Salinae é a dominação dada àquelas formadas por uma série de baldes de forma
quadrangular, delimitadas por lajes de xisto ou granito, que aparecem dispostas
sistematicamente em bateria, e que se formam por um piso de argila impermeável, as
vezes compactado com cascalhos, e disposto sobre uma argamassa de nivelação que
pode estar formado por lajes.
A água do mar entrava diretamente nos tanques com a força das marés; em seguida,
passava de um tanque a outro, evaporando progressivamente pela ação do sol, até sua
cristalização final.
Os conjuntos de salinas se encontram em diferentes zonas como:
- O Seixal – Fonte Quentes se localiza na linha da costa, entre as cidades de A
Guarda e Camposancos, em uma zona de pequenas falésias, areais
sedimentários e praias de cantos e blocos, situada ao pé de uma grande ladeira
que cria a vertente oeste da elevação de granito do monte Santa Tegra
- Em Armona a salina Camposancos II encontra-se em um interessante conjunto
de salinas, algo afastadas da costa, situado a quase 300 metros em linha reta com
respeito ao nível atual do mar. Está formado por entre 20 e 30 salinas individuais,
dispostas em vários conjuntos.
- O Puntal, onde se encontra a salina de Camposancos II situadas ao norte do rio
Minho, onde aparecem mais de 50 salinas individuais que frequentemente se
encontram formando conjuntos.
A escavação liderada por Brais Currás, investigador da Universidade de Coimbra, do
grupo de investigação EST-AP do CSIC dentro do projeto “A Guarda, Mar de Sal” e de
Mar Cortegoso, diretora de escavações, avançou nas investigações sobre as salinas de
O Seixal e Camposancos.
A Prefeitura de A Guarda, na província de Pontevedra, desenvolve desde 2015, um
projeto completo de recuperação das Salinas de O Seixal. Neste lugar foram realizadas
diferentes escavações para averiguar mais dados sobre o passado deste município.
Graças as investigações derivadas do projeto A Guarda, Mar de Sal e aos alunos das
universidades de Coimbra, Vigo e Santiago de Compostela, foram descobertas salinas
antigas da época romana neste lugar. Nelas, se deixava evaporar a água salgada
procedente do mar para aproveitar o sal, secá-lo e posteriormente comercializá-lo.
As salinas de A Guarda foram um importante ponto de comercialização durante toda a
época do Império Romano. O sal extraído da água do litoral da antiga Gallaecia, era
utilizado, principalmente, para a conservação de peixes na salmoura, tão importante nas
costas do noroeste da Península Ibérica.
A salmoura é, possivelmente, uma das especialidades gastronômicas mais antigas do
nosso país. É um método destinado a preservar os alimentos, de forma que se
encontrem disponíveis para o consumo durante um tempo maior. O efeito da salmoura
é a desidratação parcial dos alimentos, o reforço do sabor e a inibição de algumas
bactérias. Sua origem retoma a idade do Bronze, ante a necessidade de manter o peixe
em condições ótimas, durante o transporte e o comércio, que naquela época podiam
durar vários dias.
Ainda que a maioria dos casos desse método é empregado para salgar peixes, o mesmo
também é utilizado para a conservação de carnes, frutas e verduras.